Sep 30, 2010

9 e 10.

Eu não costumo procurar padrões pras coisas ruins que acontecem na minha vida, mas setembro e outubro sempre são meses sofridos. Tem sido assim nos últimos 4 anos. As melhores e piores coisas relacionadas ao amor aconteceram comigo nessa época.

A época chegou e cá estou, a ponto de cair novamente no padrão, a ponto de me apaixonar, já escutando Against All Odds e respirando fundo. Porque no fundo, eu quero o amor doloroso, que corrói e angustia o coração, que me traga aquele sentimento misterioso da infância de aguardar pelo desconhecido, sabendo que ele vai ser muito bom, mas que vai doer. Que ele vai me abandonar, mas que um dia vai voltar. E que esse "um dia" seja todos os dias, no qual eu sinta a dor da partida pela manhã, doendo como se fosse uma espera eterna, mas que dure eternamente apenas até o anoitecer.

Mesmo já tendo tido algumas decepções amorosas, não considero que nenhuma delas foi de amor, porque eu simplesmente não sinto que tenha sido amado de volta, e amor partindo apenas de mim não é o tipo de amor que eu quero; aquele que transcenda a própria vida, que seja feito de juras de amor que extrapolem o limite da finitude humana, que seja aquele à base de trilhas sonoras, que seja vendido em filmes mamão-com-açúcar e nos quais eu acredito, pois a arte sempre imita a vida.

As músicas estão no meu fone de ouvido.
Estou à espera daquele que será o "you" das letras.


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